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Pan 2011 - Do anonimato ao sucesso no esporte e na vida !
Fiquei surpreso com a pergunta e respondi que sim, no entanto, ressaltei que ele deveria correr atrás do seu sonho e procurar estar no lugar certo, na hora certa, no momento certo, recomendei que ele procurasse um local para treinar com a orientação de um técnico, sugeri então pelo menos dois locais que conheço. Esta semana, acompanhando o Pan de Guadalajara pela TV e internet, tive mais convicção de que este objetivo é possível, pois vários foram os casos de atletas humildes, com problemas pessoais e familiares que conquistaram medalhas. Alguns vinham de famílias bem pobres; outros superaram vícios e outros saíram de cidades pequenas do interior, sem nenhuma estrutura para o esporte que eles escolheram. Como fazer isso? Não é tão simples assim, não existe uma fórmula exata para isso. Uma pitada de sorte na vida faz parte de histórias de sucesso, como falei no início do texto, “estar no lugar certo, na hora certa e no momento certo, fazem a diferença”, mas sem acreditar em um sonho, e principalmente em seu potencial nada disso é possível. Durante a transmissão do Pan observei alguns comentários interessantes, como: a desconhecida Cruz Nonata e as zebras Joilson Silva e Ana Claudia Lemos. Isso só porque são nordestinos? Chamar a piauiense Cruz Notata de desconhecida é a mesma coisa que ignorar as cearenses Conceição Nery ou Antônia Bernadete, ambas com diversos títulos nacionais e internacionais em corridas de rua e pista. Isso só porque são nordestinas? No Pan de Guadalajara tivemos os cearenses Joilson Silva, bronze nos 5.000 metros; Ana Claudia Lemos, ouro nos 200 metros; Laila Ferrer, no arremesso de dardo e o veterano Tiago Monteiro, no tênis de mesa, além de Cruz Notata, que entrou para a história com a conquista da milésima medalha brasileira em Jogos Pan-Americanos, a atleta conquistou duas fantásticas medalhas de prata nos 10.000 e 5.000 metros. Resumindo, estar presente em uma competição internacional já é uma história de orgulho, uma vitória pessoal. Subir ao podium e ouvir o hino nacional com a mão no peito significa a superação de todas as dificuldades da vida naquele momento, a verdadeira excelência no esporte, onde apenas três atletas conseguem chegar: ouro, prata e bronze. Tenho certeza que vários outros guerreiros nordestinos competiram em Guadalajara, mas espero que pelo menos esses que citei já sejam um grande exemplo para muitos jovens que ainda tem esta dúvida dentro de sí por causa da localização geográfica ou dificuldades financeiras, e que o preconceito seja superado com resultados concretos e jamais com palavras de baixo calão ou atitudes desrespeitosas.
Como
dizem os mexicanos, "Si se puede", Félix
Luis,
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