Mas e o segundo? Nada de vôlei ou basquete. Atrás
da maior paixão do brasileiro aparece uma atividade
que cresce, literalmente, a passos largos: a corrida. Basta
dar uma olhada nos parques públicos, nos clubes e até
nas ruas. Uma multidão de quatro milhões de
corredores pratica regularmente esse esporte (eram dois milhões
há seis anos).
O
aumento expressivo do número de atletas despertou os
negócios ligados à corrida. Estima-se que a
venda de artigos esportivos específicos para corredores,
de bebidas como isotônicos e o turismo voltado para
o esporte movimentem por ano R$ 3 bilhões. Os valores
tendem a crescer. Uma pesquisa inédita realizada pela
Ong Corpore e antecipada com exclusividade à DINHEIRO
revela que poucas áreas contam com um perfil de praticantes
tão qualificado - o que assegura um horizonte promissor
para essa área da economia. "Não é
exagero dizer que a corrida é o esporte do momento
no Brasil", diz David Cytrynowicz, presidente da Corpore,
maior clube de corredores da América Latina, com cerca
de 250 mil atletas cadastrados.
Realizado
em parceria com a Fundação Instituto de Administração
(FIA) da Universidade de São Paulo, o levantamento
mostrou que 75% dos corredores têm nível superior
e 25% deles ganham entre R$ 8 mil e R$ 20 mil por mês.
De todo o universo pesquisado, 33% dos homens disseram ter
comprado um tênis de corrida nos últimos três
meses e 18% das corredoras afirmaram que adquiriram, no mesmo
período, bermuda ou camiseta para praticar o esporte.
Segundo
a Corpore, uma única corrida de rua movimenta entre
R$ 1,5 milhão e R$ 6 milhões, dependendo da
quantidade de atletas vindos de outros Estados.
Do
total arrecadado, 40% permanecem na cidade-sede do evento,
na forma de despesas com turismo, hospedagem e lazer. "Uma
cidade como São Paulo, que recebe o maior número
de provas, pode explorar a corrida para faturar alto com o
turismo", diz Cytrynowicz. Para efeito de comparação,
a maratona de Nova York, a mais conhecida do mundo, gera mais
de R$ 360 milhões em negócios para a cidade.

O
presidente da Corpore aponta outro aspecto positivo das corridas:
a possibilidade de convívio social. "A corrida
é muito mais um elemento de relacionamento entre seus
participantes do que um esporte em si", diz Cytrynowicz.
Segundo Nelson Evêncio, presidente da Associação
de Treinadores de Corrida de Rua, há uma tendência
de as próprias empresas estimularem essa prática
esportiva. "Cada vez mais companhias utilizam a corrida
como forma de melhorar a interação entre os
funcionários", diz Evêncio.
Fonte:
CORPORE
PÁGINA
INICIAL