Para
quem costuma nadar no mar, além das fortes ondas nos períodos
de chuva, o risco de acidentes com raios aumentam, pois a água,
por si só, já é uma ótima condutora
de energia, e com a presença do sal este risco cresce consideravelmente
e uma pessoa pode ser atingida pela energia de um raio mesmo estando
a Kms de distância do local onde o raio caiu.
Na
onda de artigos em revistas e sites esportivos que insistem em
dizer que correr descalço ou com calçados futuristas
pode ser a nova onda do mercado da corrida, lembramos que existe
uma discussão importante e anterior a essas colocações:
existe um tênis correto para sua pisada?
Levantar
a hipótese de largar os tênis e correr descalço
é retroceder no tempo e resgatar Abebe Bikila, o maratonista
que venceu a olimpíada de Roma (1960) e de Tóquio
(1964) com os pés descalços. Para Leandro Moraes,
gerente de produtos da Asics Brasil, isso trata-se de um modismo
que não é de hoje.
“Os
tênis leves, com pouca costura e sistema de amortecimento
menos reforçado, fazem com que a vida útil do calçado
seja menor para aquelas pessoas que não possuem o biótipo
adequado para esse tipo de produto. Estudos e pesquisas são
feitos para desenvolver sistemas de amortecimento que gerem um
menor desgaste articular e muscular e ainda possa dar conforto
aos pés e garantir mais durabilidade.”
Muitos
corredores acreditam que escolher um tênis apropriado para
o tipo de pisada ajuda, e muito, a prevenir dores, incômodos
e lesões – o que de fato não é comprovado
cientificamente. O fisioterapeuta Alexandre Ferrari, com especialização
em fisiologia do exercício pela UNIFESP, acredita que,
mais importante que o usar o tênis para sua pisada, é
você saber que seu tênis não dura para sempre,
ou seja, ele tem um prazo de validade.
Alguns
especialistas falam que os tênis duram de 400 a 600 km,
isso pode variar muito, dependendo de quem o usa e do tipo de
piso em que são realizadas as corridas. “Uma pessoa
mais leve e que use o tênis que condiz com sua pisada com
certeza fará seu calçado ter uma durabilidade maior;
já o tênis inadequado para a pisada do corredor sofre
desgastes mais rapidamente, tendo uma vida útil menor”,
afirma Leandro.
Um
exemplo que gosto de usar para alunos e companheiros de corrida,
é de um aluno que tem a pisada extremamente supinadora,
seja parado, andando ou correndo. Ele, por muito tempo, tentou
usar tênis próprios para essa pisada e sempre sem
êxito. Há alguns anos ele adotou um tênis para
pisada pronada e não sente mais nenhum incomodo ou dores
como acontecia com os tênis supinadores.
“Esta
adaptação que o corpo tem que sofrer, deixando de
pisar como sempre esteve acostumado, pode gerar desconfortos e
lesões em alguns casos se a pessoa não estiver com
o corpo muito bem estruturado sob o ponto de vista articular e
muscular”, explica Alexandre Ferrari.
Temos
que ter cuidado para não fazermos de algumas raras exceções
a regra. São raros os corredores que não se preocupam
com isso, que não respeitam o tipo de pisada ou o tempo
de vida útil do tênis, que não alongam, que
não fazem nenhum tipo de fortalecimento e que não
sabem o que é ter dor ou incômodos. Estas pessoas
fazem parte de um grupo muito pequeno de sortudos, só não
sabemos até quando.
Se
já está acostumado com seu tênis e se adaptou
a ele, isso é um bom sinal, caso não tenha encontrado
um modelo que se adapte e que seu pé e corpo se sintam
confortáveis, procure uma loja especializada ou um educador
físico que tenha informações e conheça
você para poder orientá-lo da melhor maneira. Lembre-se
de que podemos viver bem sem se preocupar com o futuro, mas um
dia a conta chega - e pode cobrar caro.
Fonte:
Ativo.com
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