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SÃO
SILVESTRE x FUTEBOL
Após
o fraco desempenho dos brasileiros na Corrida Internacional
de São Silvestre em 2009 vários questionamentos
surgem sobre a participação dos atletas
africanos em corridas de rua no país.
No
continente africano, alguns países destacam-se
na revelação de corredores de rua e
pista. Quênia, Etiópia e Tanzânia
são apenas alguns exemplos. Da
mesma forma que temos no Brasil tanlentos que nascem
todos os dias para o futebol, na África os
talentos do atletismo também nascem a cada
dia. Qual a explicação ? Não
sabemos.
No
futebol mundial somos a principal referência
de talentos precoses, independente da classe social,
cor ou poder aquisitivo das famílias. Qual
a explicação ? Não sabemos.
Já
sabemos que dinheiro não é a resposta
para justificar esses talentos. Na África,
a maioria das pessoas vivem em condições
precárias, e o investimento no atletismo é
quase 20 vezes menor que no brasileiro.
Condições
adequadas de treinamento também não
são a resposta. Na África, a maioria
dos atletas treinam pelas ruas, em trilhas de terra
ou vias de asfalto. As pistas de atletismo são
poucas e mesmo assim passam por um problema semelhannte
ao encontrado no Brasil, ou seja, poucos privilegiados
tem acesso.
Um
dos fatores que talvez colaborem com o rendimento
aprimorado dos atletas africanos pode ser a caracteristica
geográfica africana que possui altitudes que
chegam a quase 6.000 metros no monte Kilimanjaro.
Na
Copa de 2010, algumas equipes irão jogar em
altitude aproximada de 2.000 metros, inclusive o Brasil,
e isso poderá ser um fator determinante em
algumas partidas.

RESTRIÇÃO
A ATLETAS ESTRANGEIROS NO BRASIL
Seguindo
o exemplo dos EUA e Europa, atletas e treinadores
brasileiros pressionam cada vez mais a CBAt (Confederação
Brasileira de Atletismo) para aprimorarem a norma
9, que restringe a participação de atletas
estrangeiros, em especial africanos, nas principais
provas do país.
Mas
de que adianta tapar o sol com a peneira ? De
que adianta impedir a participação dos
melhores atletas do mundo em nosso país se
em campeonatos mundiais e olimpíadas somente
os mais qualificados serão vencedores ? Será
que assim iremos preparar os nossos atletas para conquistarem
títulos internacionais ou estamos apenas preparando-os
para ganharem competições caseiras onde
o nível técnico é mais baixo.
No
caso do futebol, algum país já se negou
a ter o Brasil como adversário ? Pelo contrário,
jogar contra o Brasil é uma honra e ainda atrai
patrocinadores para os eventos. Muitos países
que não tinham visibilidade no futebol hoje
conseguem resultados expressivos após fazerem
intercâmbio entre profissionais. Porque no atletismo
não podemos fazer o mesmo com investimentos
na matéria humana, e não na construção
de obras de caráter político ?
No
Brasil, temos ótimos corredores, como: Marilson
Gomes, Franck Caldeira, Giomar Pereira, José
Telles, Anoé dos Santos, Clodoaldo Gomes, Marily
dos Santos, Maria Zeferina, Lucélia Peres,
Cruz Nonata, Marizete Rezende, etc... mas temos de
admitir que o nível técnico da maioria
de nossos atletas está abaixo dos corredores
africanos no momento...
Uma
das saídas para diminuir esta disparidade seria
a renovação constante dos atletas. Assim
como no futebol, não podemos ficar cultivando
e esperando ótimos resultados de um atleta
famoso para sempre. No caso do vôlei ou da natação
brasileira, já observamos uma renovação
mais eficiente, entra ano e sai ano e os resultados
continuam excelentes.
No
entanto, a realidade na maioria dos estados brasileiros
é outra. A grande maioria dos investimentos
são destinadas as regiões sul e sudeste.
Mas independente da região em que vivem, muitos
talentos estão sendo perdidos diariamente pois
os jovens não descobrem o esporte na infância
ou adolescência. Muitos só começam
a praticar alguma atividade esportiva após
os 16/18 anos de idade, isso sem falar de crianças
que são impedidas pelos pais de fazerem educação
física nas escolas, até atestados médicos
são providenciados pelos pais para este fim.
Vale
lembrar que nas corridas de rua, são poucos
os casos de atletas que começam a praticar
o esporte já adultos e conseguem bons resultados,
mas é possível, tudo vai depender da
dedicação e características individuais
de cada um.
A
máquina pública também tem a
sua participação neste capítulo.
Muitos ginásios e complexos esportivos são
construídos e ficam sub-utilizados em pouco
tempo. Outro exemplo da utilização inadequada
do dinheiro público são os programas
de incentivo ao esporte que beneficiam apenas atletas
já reconhecidos, que possuem ótimos
resultados em suas modalidades.
Na
África, as crianças são acostumadas
desde cedo a irem para a escola correndo distâncias
que podem ser superiores a 10 Km, muitas vezes retornando
para almoçar em casa e retornando a escola
a tarde, ou seja, fazem o mesmo percurso até
4 vezes ao dia em alguns casos.

DESEMPENHO
BRASILEIRO EM PEQUIM
Nos
últimos jogos olímpicos em Pequim 2008,
os resultados brasileiros foram na contra-mão
dos investimentos. Tivemos o maior investimento público
na história dos jogos, 1,2 bilhão, e
a maior delegação brasileira na história
das olimpíadas, com 469 atletas.
Em
Pequim, conquistamos apenas 3 medalhas de ouro e ficamos
na 23º colocação no quadro geral
de medalhas. Quênia e Etiópia conquistaram
5 e 4 medalhas de ouro respectivamente, com um orçamento
muito mais modesto.
Félix
Luis
Equipe Portaldocorredor
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Quenianos
evitam polêmica sobre a restrição
a estrangeiros, Cliqui
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Altitude
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Pequim
2008, investimento recorde não se traduz em
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