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Não são poucos os casos de dopping e irregularidades no esporte que poderiam modificar muitos resultados, inclusive títulos.

No futebol, temos erros grosseiros de arbitragem, no automobilismo temos batidas forjadas, carros irregulares e jogos entre equipe que beneficiam pilotos A ou B, no atletismo, casos de dopping surgem a cada dia e no caso das corridas de rua, uma falha grave vem acontecendo com muita frequência nos últimos anos, a falha moral.

Pior do que você ser o vencedor sem merecer, é você ocupar o lugar de outra pessoa indevidamente, ignorando as exaustivas e solitárias horas de treinamento; ignorando o investimento muitas vezes fora do orçamento em material esportivo, profissionais e alimentação; e ignorando principalmente o direito de alguém estar em seu devido lugar, por mérito, curtindo com satisfação o pódium com seus amigos e familiares presentes.
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No atletismo, já tivemos vários exemplos de vitórias indevidas. Em uma delas, a farça durou apenas 48 horas, "Graças a Deus". O jamaicano, naturalizado canadense Ben Johnson foi o homem mais rápido do mundo nos 100 metros nas olimpíadas de Seul, 1988, mas perdeu a medalha de ouro, os recordes, patrocinadores e a reputação, ao ser flagrado no mais conhecido caso de doping na história do esporte. Posteriormente, o atleta foi banido do esporte por causa de outro caso de dopping.

Outro caso mais recente e mais triste, foi a conquista tardia do ouro olímpido do quarteto brasileiro que disputou o revezamento 4 x 100 nas olimpídas de Sydney, 2000. O triste desta história foram os 8 anos necessários para a resolução do caso, só desvendado em 2008.

Neste período, os atletas brasileiros Claudinei Quirino, André Domingos, Vicente Lenílson e Edson Luciano, perderam patrocínios, prestígio e a oportunidade de terem uma vida melhor através do esporte.

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Troca de chips em corridas

No caso das corridas de rua, pior do que acontecer a falha eletrônica nos chips é acontecer a falha moral na utilização dos chips.

Mundo a fora, não são poucos os casos de corredorres que sobem ao pódium indevidamente após trocarem de chip com outra pessoa. Nestes casos, a falta de consideração com o próximo é a pior parte da história. O uso indevido, porque não dizer, criminoso, de um chip, supera todos os princípios morais que possam existir na sociedade, retirando o mérito de uma pessoa idônea estar no pódium no momento exato de sua glória pessoal.

Para você que está começando nas corridas de rua agora ou para você atleta veterano que treina sério em busca de seu pódium, denuncie este tipo de irregularidade aos organizadores da prova ou a federação de seu estado no momento exato em que a falha for constatada, se for o caso, constitua até advogado para reinvidicar o seu direito. Não vamos permitir que casos como esses se tornem comuns e superem o esforço de quem realmente merece a vitória conquistada com suor e dedicação, dia a dia.

 

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