.
|
Corrida
de Rua UNIFOR 2009 |
|
Os
vencedores da corrida este ano foram |
. |
. |
| Masculino |
Feminino |
Adelson
Alves Rodrigues, 00:30:56 |
Larisse
do Nascimento de Souza |
José
Pereira da Silva, 00:30:57 |
Antônia
Bernadete Lins da Silva |
Jair
José da Silva, 00:30:58 |
Maria
Ivoneida Matos Moraes |
. |
|
A
utilização de chips em corridas
Não
podemos contestar que o advento da tecnologia traz
muitos benefícios para a nossa vida moderna,
mas quando acontecem problemas com equipamentos eletrônicos
esses erros se destacam muito mais do que os acertos
que passam despercebidos por causa da satisfação
e bem estar do cliente.
No
caso particular dos chips utilizados nas corridas,
sejam eles descartáveis ou tradicionais, muitos
atletas já foram vítimas de resultados
errados. A própria equipe Portaldocorredor
tem exemplos de falhas que foram contestadas e que
não resultaram em nada após a reclamação.
E não se engane em relação ao
porte das corridas, pois muitas pessoas associam a
qualidade a quantidade, e na prática, nem sempre
é assim.
Sobre
este tema, por exemplo, na Maratona Pão de
Açúcar de 2006, me preparei durante
vários meses para correr em dupla, ou seja,
21 Km para cada um, com uma temperatura cearense de
quase 40º C, e no final não saimos no
resultado. Detectei o erro ainda no local da corrida
pois estávamos ansiosos para ver o nosso desempenho
no resultado oficial, mas ao procurar a organização
disseram que nada poderia ser feito pois não
haviamos corrido, mostrei até uma foto de nossa
dupla mas de nada adiantou. Na corrida UNIFOR de 2009
também tivemos alguns erros entre atletas de
nossa equipe e também de atletas externos que
nos enviaram e-mails e fizeram ligações,
todos insatisfeitos com os erros no resultado oficial.
Ainda
sobre a corrida de rua da UNIFOR realizada no último
dia 13/12/2009, em Fortaleza, sabemos que todos trabalharam
pesado para oferecer um excelente evento para todos
os atletas e familiares presentes, em especial os
paraatletas. A organização antes, durante
e depois da prova foi impecável, fazendo com
que todos os cearenses tenham um grande carinho por
esta corrida, considerada por muitos a mais esperada
para o fechamento do ano, uma verdadeira coroação
pessoal para cada atleta amador que transforma carinhosamente
uma medalha em um verdadeiro troféu.
Sobre
a utilização do chip descartável
nesta edição da corrida, infelizmente
aconteceram erros, seja pela divulgação
dos tempo elevados ou pela ausência de alguns
atletas no resultado oficial.
No
exemplo da foto abaixo, vejam a minha chegada a UNIFOR
na reta final da corrida. Sou o número 79,
ao meu lado o atleta número 578, no final,
cruzamos a linha de chega quase juntos, e no resultado
oficial temos uma diferença de 3 minutos entre
um e outro.

Félix
Luis,
Equipe Portaldocorredor
Ainda
sobre os chips, veja esta matéria interessante
Independente
dos acertos e erros, saiba um pouco mais sobre a tecnologia
dos chips e conheça também algumas histórias
interessantes mundo a fora.
A
evolução dos chips - Hoje
é difícil imaginar uma grande prova
sem cronometragem por chip. Esse sistema de aferição
do tempo do corredor, que alguns anos atrás
se fazia por meio de senhas, avança a passos
largos, agora até com possibilidades de chips
próprios ou descartáveis. Veja para
onde a coisa caminha e o que você ganha com
isso.
No
final da década de 1970, em uma prova tradicional
como a São Silvestre, por exemplo, não
existia cronometragem para todos. Aliás, para
quase ninguém - apenas os 10 ou 15 primeiros
colocados tinham seus tempos registrados pela organização.
No início dos anos 1980, quando uma grande
corrida reunia no máximo 1000 ou 1200 pessoas,
surgiu o sistema de senhas. Funcionava assim: o atleta
recebia um número de peito, feito de pano,
e três papeizinhos plastificados. Um era deixado
na largada, outra no meio do caminho e o último,
na chegada. "Essas senhas eram colocadas em uma
espécie de ‘espeto'. No final, tínhamos
a ordem das senhas, o tempo cronometrado naquele ponto,
digitávamos tudo no computador - lembrando
que nessa época era uma máquina lenta,
completamente diferente do que se tem atualmente -
e cruzando as informações obtínhamos
os resultados, depois de mais de 10 horas de apuração.
Mas é claro que havia muito erro. De qualquer
forma, foi uma evolução: do nada, passamos
a contar com esse tipo de cronometragem estimada",
conta Manoel Garcia Arroyo, o Vasco, diretor da Events,
empresa que organiza grandes provas no Brasil, fundador
da Corpore e um dos pioneiros em estrutura de corridas
no Brasil.
O
passo seguinte, já em 1986, para dar mais segurança
ao sistema, foi criado um dígito para essas
senhas. E em 1989 vieram as senhas em códigos
de barra. Se isso representou um avanço, por
outro lado trouxe um novo problema: a plastificação
dificultava a leitura do código, o que só
foi resolvido mais adiante com a confecção
em papéis impermeáveis.
ENFIM,
O CHIP. O mesmo fornecedor dos códigos
de barras ofereceu aos organizadores de corrida a
importação do chip (que nada mais é
do que um circuito eletrônico colocado dentro
de uma cápsula de vidro em formato de "grão
de arroz", acondicionada em uma capa plástica).
A tecnologia foi usada pela primeira vez em 1994,
em uma prova de Campinas. "Não sabíamos
como funcionava. O esquema de leitura tem que ser
perpendicular ao solo. Nós fizemos paralelo.
Funcionou parcialmente. Mais uma vez, no entanto,
foi uma evolução e ficamos muito felizes",
conta Vasco.
Algum
tempo depois, Sérgio Muller, já com
a ChipTiming, trouxe outra inovação:
os tapetes de leitura. E nesse quesito também
houve um bom progresso. "Hoje normalmente colocamos
três fileiras de tapetes como medida de segurança,
o que possibilita a leitura de 100% dos chips.
E
o desenvolvimento da cronometragem seguiu adiante.
A maioria dos equipamentos de agora utiliza tecnologia
RFID (identificação por rádio
freqüência, em inglês), que são
dispositivos passivos (não possuem energia
própria, ou seja, bateria) e requerem energia
do próprio sistema.São várias
as tecnologias usadas - vindas da Itália, África
do Sul, Estados Unidos, Holanda -, mas a diferença
entre os sistemas é basicamente o "núcleo"
tecnológico do qual foi gerado. "Eles
diferenciam-se pela freqüência que trabalham,
pelo sistema de modulação para envio
dos dados, entre outros detalhes. Porém o resultado
final é o mesmo", fala Muller.
Para
Vasco, não importa a forma que o chip tenha,
mas a eficiência do sistema, que envolve aferição
na largada, no meio e na chegada da prova e também
back-up, entre outros detalhes.
Recentemente
algumas provas estão usando a tecnologia americana
da Ipico Sports, com dupla freqüência,
embutida em um pequeno cartão de plástico,
que representa maior rapidez na leitura. Sem dúvida,
é mais um passo adiante. "Mas ainda está
em fase de adaptação", avalia Vasco.
Para
Muller, no entanto, com essa tecnologia o índice
de atletas que não têm seu tempo marcado
na chegada é desprezível. E quando o
tempo líquido é igual ao bruto (o que
ocorreu com diversos corredores que utilizaram o chip
Ipico na São Silvestre 2007), as razões
apontadas são várias: "Atletas
que não largaram adequadamente; posição
de colocação do chip ou falha no sistema",
enumera Muller.
O
FUTURO DO TEMPO. Muito se tem falado de chips
próprios e descartáveis. Seria esse
o caminho na linha do tempo? Luis Aurélio Sampaio,
sócio-diretor da ChampionChip no Brasil, empresa
líder mundial em cronometragem, aposta que
a tendência é, sim, o atleta brasileiro
ter seu próprio chip, como já acontece
em alguns lugares na Europa. Tanto que há planos
de comercializar o "chip amarelo pessoal",
que o corredor compraria (por um valor estimado de
R$ 100) e poderia usar em qualquer prova cronometrada
pela ChampionChip no mundo todo. "Há ainda
a possibilidade de trazermos o chip de uma única
utilização (descartável), que
pode ser personalizado de acordo com os patrocinadores,
e o corredor guardaria com uma medalha", revela
Sampaio.
Experiente
na organização das mais variadas provas,
a Corpore também pensa em criar seu próprio
chip, utilizando a tecnologia Ipico. "A cronometragem
corresponde a um custo importante da inscrição
da corrida. Ousaria dizer que é o equivalente
ao preço da camiseta. Com um sistema próprio
de cronometragem também ganharíamos
mais autonomia. Mas temos que aprender e dominar o
assunto, por isso o projeto de lançar um chip
para ser utilizado nas provas Corpore talvez só
se concretize em 2009", revela Edgard José
dos Santos, diretor administrativo da entidade.
Renato
Doldán, da Running Time, representante no Mercosul
da empresa Winning Time, é outro que acredita
que a tecnologia de cronometragem interfere no preço
da inscrição para o atleta, pois possui
elevado custo tecnológico e de pessoal. Em
sua visão, a tendência é mesmo
o atleta brasileiro adquirir seu próprio chip.
"A mudança, no entanto, será gradual",
acredita.
Para
Vasco, o chip próprio não representa
muita vantagem ao corredor, porque cada tecnologia
exigiria um. Ou seja, se a prova fosse cronometrada
pela empresa X, o atleta teria que ter o chip correspondente
a ela; se fosse pela Y, seria necessário outro
e assim por diante. "Chip não é
único, como CPF. A pessoa tem que se cadastrar,
fornecer seus dados e números para a organização,
que assim validaria o chip", explica o diretor
da Events.
Também
existe uma corrente em favor dos descaráveis,
que seriam mais baratos para o organizador - embora
isso não se reflita necessariamente no custo
da inscrição para o corredor. Quem aposta
nesse segmento é Carlos Alberto Amato Balian,
diretor da Tempo Certo. "Em um futuro próximo
os chips devem vir junto com o número de peito
e serão descartáveis", acredita
ele que, aliás, tem familiaridade com os números
de peito, já que confecciona o material para
grandes provas, há muitos anos.
"O
negócio não é ser barato, mas
sim eficiente. O surgimento de novos sistemas de cronometragem
traz vantagens para o organizador e, indiretamente
para o corredor, pelo fato da concorrência estimular
melhores preços e serviços", analisa
Vasco. Para ele, a revolução dos chips
seria a criação de um circuito de uso
pessoal e identificação única
(aí, sim, como um CPF), que permitiria que
a pessoa pudesse ser localizada em qualquer ponto
no qual estivesse, tal qual um GPS. "Viveríamos
um grande Big Brother", brinca. Isso significa
que você poderia ser localizado não somente
em uma corrida, mas em qualquer parte do planeta.
Quem estaria disposto a essa "coleira eletrônica"?



Fonte:
Revista Contra-Relógio
PÁGINA
INICIAL
.