Depoimento:
O
ano foi 2001, e eu já corria, mas nunca tinha
participado de uma corrida de rua oficial, e por incentivo
de um grande amigo, o Tenente Coronel William do Corpo
de Bombeiros, participei do meu primeiro evento do
tipo.
A
única palavra que posso discorrer é
que foi SENSACIONAL, a emoção ao cruzar
a linha de chegada. E daí para frente continuei
minha saga de corridas, onde participei até
a presente data de aproximadamente 122 (cento e vinte
e dois) eventos esportivos, incluindo corridas de
rua, duatlhon terrestre e aquático, triatlhon
e corridas de orientação.
As
emoções foram muitas e ainda hoje me
emociono ao cruzar uma linha de chegada, seja em uma
prova de 5 km ou uma maratona; isso mesmo, já
participei de duas maratonas na cidade de São
Paulo, e o sentimento é indescritível.
Quando decidi, no ano de 2005, fazer minha primeira
meia maratona, procurei ajuda e apoio de alguns atletas
mais experientes, e o que eu escutava era que a prova
era muito difícil e ficava complicado eu terminar
bem uma prova de longa distância, como a meia
maratona. Mas eu não desisti, montei minhas
planilhas de treinamento, e me dediquei arduamente
por dois meses, até que cheguei ao dia da prova,
ainda com um friozinho na barriga, e com receio e
paradoxalmente com bastante determinação,
e para minha surpresa, terminei a prova muito bem
e dentro do tempo limite estipulado pela organização.
Foi uma vibração inquestionável,
quando vi o pórtico de chegada.
Então,
resolvi, no ano de 2007, me preparar pra minha primeira
MARATONA, ou seja, 42,195 km, e encarei os treinamentos
bastante determinada e decidida a concluir a prova
em alusão. Recebi muito apoio, do meu marido,
Marcus Costa, que, aliás, sempre me apoiou
em minhas insanas e empolgantes decisões. Foi
gratificante concluir minha primeira maratona, mas
vale salientar que é uma prova muito desgastante,
tanto fisicamente, como emocionalmente, mas quando
se consegue cruzar a linha de chegada, dentro daquele
tempo limite, a vontade é depois da recuperação
muscular, se preparar para outra.
Já
participei de muitos eventos esportivos, onde encarei
vários desafios, seja no triatlhon, seja nas
corridas de orientação. O que posso
acrescentar acerca das corridas é que diante
de tanta turbulência e crises que o ser humano
é submetido, o momento em que se está
correndo, é o timing em que mais me sinto perto
de DEUS, pois consigo enxergá-lo em várias
paisagens e situações no momento das
corridas, e aí converso bastante com o meu
amado DEUS.
Ainda,
tenho muitos desafios a cumprir, como por exemplo,
um Ironman, o desafio trilhas e praias de Florianópolis,
participar de todas as maratonas oficiais do Brasil
e completar a COMRADES, o desafio de 89 (KM) na África
do Sul. Dentro das minhas limitações,
seja, de ordem, econômica, física, emocional
e espiritual, vou curtindo os meus lentos passos em
minhas trilhas da vida, sempre buscando encarar os
desafios como pontes para o sucesso que é concluir
as provas que encaro.
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